ACESA Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura . Brasil

Acesa Girau do Mearim - Maranhão

Bioma Amazônia

A área de floresta no Maranhão começou a ser chamada de “Pré-Amazônia” na década de 80, devido à falta de importância dada a esta região. Este termo foi criado para passar a ideia de algo que tenha vindo antes da Amazônia com o objetivo de ‘legalizar’ o desmatamento da floresta como se ela não fosse floresta. A Amazônia maranhense é dona de rica biodiversidade, ocupa 26% do bioma amazônico, encontra-se em 62 municípios do Maranhão e representa, em termos de bioma, 34% do território do Estado. No entanto, ela corre o sério risco de desaparecer. Há anos vem sofrendo com desmatamentos, retirada ilegal de madeira, mineração, produção de carvão, caça excessiva e criação de gado. Além disso, recebe pouca atenção do poder público estadual e federal e sua importância é ignorada por grande parte dos maranhenses.

Localizada em uma área de transição entre o Nordeste e a região amazônica, em seus 81.208,40 km² já foram encontrados 109 espécies de peixes, 124 de mamíferos e 503 de aves. É lar do gavião real e de espécies ameaçadas como os primatas Cairara Ka’apor (Cebus kaapori) e Cuxiú-preto (Chiropotes satanas). Possui, em média, 570 árvores por hectare de pelo menos 100 espécies. O Maranhão é o estado da Amazônia Legal que possui o menor grau de ocupação do espaço com áreas protegidas. Dentre as diferentes categorias de unidades de conservação existentes, pode-se citar a existência da Reserva Biológica do Gurupi, Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Parque Estadual do Mirador e o recém-criado Parque Nacional da Chapada das Mesas, no município de Carolina. As principais Terras Indígenas do estado são: Alto Turiaçú, Araribóia, Carú, Awá, Krikati, Cana Brava, Kanela, Bacurizinho e Porquinhos, no total as Terras Indígenas representam cerca de 1.900.000 ha (MARANHÃO (Estado), 2002).


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